De inconstante crônica
a estilo de vida.
Por anos, eu tentava. Toda segunda-feira era um novo começo. Todo janeiro, um novo eu. Consumia livros de mentalidade, ouvia podcasts, montava planners — e mesmo assim, depois de uma semana, tudo desmoronava de novo.
Aí comecei a aplicar o poder da autossugestão. Todos os dias escrevia: "Eu sou constante." "Eu amo treinar." "Sou grata pelo meu estilo de vida saudável." Coisas que ainda não eram verdade — mas que eu queria que fossem.
Parecia mentira para mim mesma. E por um tempo, não funcionou. Mas algo começou a mudar na forma como eu me via. Eu parei de acreditar que "era assim mesmo, que não tinha como mudar."
A virada real aconteceu quando eu parei de querer tudo de uma vez. Parei de exigir a versão 8 ou 80 de mim mesma. Comecei com o básico — e fui longe.
Com o tempo e tudo que consumi sobre comportamento, neurociência e hábitos, entendi: tudo estava ligado a identidade. Você não muda agindo diferente. Você age diferente quando decide quem está no controle.
Identidade Constante é o sistema que eu gostaria de ter tido no começo da minha jornada.